As ostras de Florianópolis vêm de fazendas marinhas instaladas nas baías que cercam a Ilha, principalmente no Ribeirão da Ilha, no Sul, e na região de Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui, no Norte. A cidade é a maior produtora de ostras de Santa Catarina, e o estado responde por mais de 97% dos moluscos cultivados no Brasil.
Na mesa, os três pedidos clássicos são a ostra in natura, a ostra ao bafo e a gratinada. Para comer perto da fonte, o caminho é o Ribeirão ou Santo Antônio de Lisboa. Quem está no Centro também encontra ostra no Mercado Público, a 450 m do Hotel Farol da Ilha.
De onde vêm as ostras de Floripa
Quase toda ostra servida na cidade é a ostra do Pacífico (Crassostrea gigas), que representou 98,9% da produção catarinense em 2024, segundo a Epagri. Existe também a ostra nativa, cultivada em volume bem menor.
1. Uma história de pouco mais de 35 anos
A ostra do Pacífico chegou a Santa Catarina em 1987, trazida pela UFSC para testar o cultivo no litoral. O cultivo comercial começou no fim de 1989, numa parceria entre a UFSC e a Acarpesc (hoje Epagri) com pescadores artesanais de Santo Antônio de Lisboa. Em 1991, um laboratório inaugurado em Sambaqui começou a produzir sementes de ostra. Hoje o Laboratório de Moluscos Marinhos da UFSC funciona na Barra da Lagoa e abastece os produtores.
2. Como a ostra é cultivada
As sementes saem do laboratório e crescem no mar, em estruturas como lanternas penduradas em cabos. Na água mais quente do Sul do Brasil, a ostra atinge o tamanho comercial em cerca de seis meses de cultivo, segundo o manual da Epagri. As áreas de produção passam por monitoramento sanitário de bactérias e algas desde 2007.
3. Santa Catarina no topo da produção nacional
Em 2024, Santa Catarina produziu 2.462 toneladas de ostras, alta de 42,2% sobre o ano anterior, com 101 produtores na atividade. Florianópolis lidera, seguida de São José e Palhoça. Somando ostras e mexilhões, o estado respondeu por 97,23% da produção nacional de moluscos cultivados. Os dados são da Síntese Anual da Agricultura 2025, da Epagri.
O ano de 2026 foi difícil para os produtores. Com a água do mar chegando a 34°C em janeiro e fevereiro, houve grande mortalidade de ostras, com perdas de até 90% em algumas fazendas, segundo reportagem da Gazeta do Povo. Por isso, a oferta pode variar de um restaurante para outro.
Como pedir ostra em Florianópolis
In natura
Crua, servida sobre gelo com gotas de limão. É a forma que mostra o sabor do mar e a mais pedida por quem gosta de ostra. Alguns restaurantes oferecem vinagretes para acompanhar.
Ao bafo
Cozida no vapor, numa panela com pouca água, até a concha abrir. Tem sabor mais suave e textura mais firme. Boa porta de entrada para quem nunca comeu ostra crua.
Gratinada
Aberta ao bafo e coberta com molho cremoso e queijo, levada ao forno até dourar. É o prato mais popular entre quem prefere algo mais encorpado.
Muitos restaurantes vendem por dúzia ou meia dúzia e alguns têm rodízio ou menu degustação com vários preparos. Na dúvida, peça meia dúzia de cada tipo para dividir.
Onde comer ostras saindo do Centro
Já falamos dos bairros no nosso guia sobre Ribeirão da Ilha e Santo Antônio de Lisboa, no blog. Aqui vão endereços lembrados pela ostra.
Ribeirão da Ilha
O bairro já concentrava a maior parte da produção da cidade em 2014, segundo a Epagri. Entre os restaurantes citados em reportagens sobre ostras estão o Ostradamus, o Porto do Contrato e o Rancho Açoriano, com vários preparos no cardápio. É o trajeto mais longo saindo do Centro: reserve o dia.
Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui
Mais perto do Centro, pelo Norte da Ilha. O Freguesia Oyster Bar tem fazenda marinha própria e mais de dez formas de preparo. A Marisqueira Sintra e o Rosso também aparecem entre os mais lembrados. Combine o almoço com o fim de tarde na orla.
No Centro
Sem tempo para atravessar a Ilha, o Mercado Público resolve: os boxes servem frutos do mar, incluindo ostra. Temos um guia do Mercado box a box no blog.
Dicas práticas
- Do Centro, dá para ir de ônibus pelo TICEN até o Norte ou o Sul da Ilha. Confira a linha no aplicativo antes de sair, porque o trajeto até o Ribeirão é longo.
- De carro ou aplicativo, evite sair no fim da tarde de dia útil, quando o trânsito para o Sul da Ilha pesa.
- Nos fins de semana, restaurantes à beira-mar lotam no almoço. Reserve ou chegue cedo.
- Pergunte de onde vem a ostra: muitos restaurantes trabalham com produtores do próprio bairro.
- Ostra crua deve chegar fechada ou recém-aberta, sobre gelo, com cheiro de mar.
- Se for à Fenaostra, de 6 a 12 de outubro no CentroSul, a quarta-feira é a noite dedicada à ostra.
Perguntas frequentes
Qual o melhor lugar para comer ostra em Florianópolis?
Os bairros produtores: Ribeirão da Ilha, no Sul, e Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui, no Norte. Para quem está no Centro sem tempo, o Mercado Público é a opção mais perto.
Florianópolis é a maior produtora de ostras do Brasil?
Sim. Florianópolis é o município que mais produz ostras em Santa Catarina, e o estado responde por mais de 97% dos moluscos cultivados no país, segundo a Epagri.
Qual a diferença entre ostra ao bafo e gratinada?
A ao bafo é só cozida no vapor. A gratinada é aberta ao bafo e depois vai ao forno com molho e queijo.
Hospede-se no Centro e vá atrás da ostra
O Centro é um bom ponto de partida para os dois lados da Ilha: o TICEN e a Rodoviária Rita Maria ficam perto, e o Mercado Público está a 450 m. O Hotel Farol da Ilha fica na Rua Bento Gonçalves, 163. Conheça as acomodações e monte seu roteiro da ostra a partir daqui.
Foto de capa: Virginia Yunes via Canva.